Orgulho!

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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Notgeld aus Kohle - Dinheiro "de conta" de carvão



ALLEN GEWALTEN ZUM TRUTZ SICH ERHALTEN

"Todas as forças para enfrentar o inimigo"




* Clique sobre o título e vá ao link do Money Museum



"Anos de carvão" ou moeda de carvão cunhada em 1922, quatro anos após o término da 1ª Guerra Mundial. A Alemanha tenta de todas as formas reerguer-se e irá trilhar o caminho errado ... Nela lê-se notgeld, isto é, dinheiro emergencial. A falta de metais, a inflação, a crise, impedia que o dinheiro fosse produzido em matéria-prima mais nobre.

Acervo pessoal

A moeda e o milhão de mortos

NO PASARÁN (Dolores Ibarruri, La Pasionaria)


Livro de Érico lançado em 1940, um romance sobre a Guerra Civil, baseado no diário de um
ex-brigadista brasileiro que, terminado o conflito, também conheceu as boas condições de vida em um campo de concentração francês.     
"FRANCISCO FRANCO CAUDILLO DE ESPAÑA POR LA GRACIA DE DIOS"
A Moeda

Há um tempo atrás resolvi dar uma caprichada na limpeza de uma escrivaninha que comprei já usada. Removida a torre de gavetas, observei dentro do "buraco" delas, entranhada/espremida, uma moeda (percebi logo pelo formato). Qual não foi minha surpresa quando vi do que se tratava: uma moedinha (mais ou menos igual ao tamanho da de 1 centavo), espanhola de 1959, ainda do amargo tempo do ditador Francisco Franco (1939-1975).

      Francisco Paulino Hermenegildo Teodulo Franco Y Bahamonde nasceu em El Ferrol, na Galiza. Pertencia a uma família cujos homens serviam como soldados e burocratas da Marinha Real Espanhola. De estatura baixa e voz anasalada, Francisco Franco fugiu à regra, tornando-se oficial de artilharia do Exército. Em 1912 foi destacado para servir no 58º Regimento da África, e em 1920 tornou-se sub-comandante da Legión Española. Promovido sucessivamente até alcançar o generalato, pelas vitórias que alcançou no Rif e por sufocar pela violência o levante dos mineiros das Astúrias, em 1935 foi nomeado chefe do Estado-Maior do Exército. Afastado de Madri depois da vitória da Frente Popular, ocupou o cargo de comandante-chefe das Forças Armadas espanholas na África.
Verso da pequena moeda

FRANCISCO FRANCO  

      Comandou a insurreição militar de 1936 e tornou-se chefe supremo das forças nacionalistas durante a Guerra Civil Espanhola. Terminado o conflito, em 1939, deixou atrás de si um rastro de um milhão de mortos, um país traumatizado. em setembro, iniciar-se ia a II Guerra Mundial. Assumiu o poder e governou ditatorialmente o país até morrer, em 1975 quando a Espanha voltou a ser uma monarquia sob a batuta do rei Juan Carlos (aquele que foi pego com a boca na botija, caçando recentemente elefantes na África ...).

 






Federico Garcia Lorca (1896-1938), brilhante e talentoso, antifascista e antifranquista foi umas das vítimas que tombou pela brutalidade das forças de reação de Franco. Foi fuzilado entre os dias 18 e 19 de agosto de 1936. 
Calou-se o corpo e nasceu para a eternidade sua obra.
Franco, o matador de poetas!



Infelizmente, os partidos políticos e organizações sindicais
espanholas (até 1939) eram demasiadamenate demais ...
Uma vez eu li ou alguém me disse: que as esquerdas só eram unidas na prisão ...

PRINCIPAIS PARTIDOS

1) PSOE: Partido  Socialista Obrero Español, fundado em 1879 por marxistas.

2) UGT: Unión General de los Trabajadores, central sindical socialista fundada em 1888.

3)  Confederación Nacional del Trabajo, central sindical fundada em 1910.

4) FAI: Federación Anárquica Ibérica: grupo político anarquista.

5) PCE: Partido Comunista Español: fundado em 1921. Caracterizava-se por seguir a orientação do Partido Comunista da União Soviética.

6) Ceda - Confederación Española de Derechas Autónomas: coligação de grupos católicos e monarquistas de direita, criada para concorrer às eleições de 1933.

7) Falange Española Tradicionalista: grupo fascista criado em 1933. Em 1937 passou a denominar-se Falange Española Tradicionalista de las Juntas de Ofensiv Nacional Sindicalista.

9) Poum: Partido Obrero de Unificación Marxista: fundado em 1935 por antigos membros do PCE. Influenciado por Trotsky, rejeitava a orientação stalinista do Partido Comunista soviético.


10) JSU: Juventudes Socialistas Unificadas: associação das juventudes comunista e socialista, organizada em 1936 e controlada pelo PCE.

11) Partí Socialista Unificat de Catalunya: criado em 1936 como resultado da fusão de dissidentes socialistas e comunistas e que se transformou no partido comunista catalão.



Fonte: A Guerra Civil Espanhola, série História em Movimento, 
José Carlos Sebe Bom Meihy e    Cláudio  Bertolli Filho, 1996, Editora Ática.

GRANDES FILMES













INTELECTUAIS, ARTISTAS E JORNALISTAS

 
Acima, André Malraux  e abaixo, George Orwell
                                                                     
                                                                     Ernest Hemingway
          
 Albert Camus

 Pablo Neruda


André Malraux, partidário dos comunistas, reuniu
cerca de vinte aviões, pilotos e mecânicos de seu
país, e formou uma esquadrilha própria para lutar
na Espanha. Escreveu livros e dirigiu um filme sobre
o conflito.

George Orwell, chegou à Espanha para lutar como
soldado comum nas colunas do Poum (Partido
Obrero de Unificación Marxista). Foi ferido em
combate depois de permanecer quatro meses nas
trincheiras.

Ernest Hemingway, autor do romance Por quem os
sinos dobram, certamente o texto literário mais famoso
sobre a Guerra Civil Espanhola. Enviou farto material
noticioso para os jornais americanos e escreveu a peça
teatral 'A quinta-coluna', sobre os espiões
nacionalistas infiltrados nos exércitos republicanos.

Pablo Neruda, desenvolveu contínua campanha em
favor da redemocratização espanhola, opondo-se ao
governo franquista. Participou do II Congresso
Internacional de Escritores para a Defesa da Cultura,
de tendência antifascista, em 1937.

Albert Camus, atuou na mesma linha do poeta
comunista Pablo Neruda. Tornou-se notável porta-
voz do antifranquismo.

Carlos Drummond de Andrade também compôs versos sobre o conflito. Em Notícias da Espanha, o poeta fala sutilmente da censura às notícias sobre a guerra civil.

Aos navios que regressam
marcados de negra viagem,
aos homens que neles voltam 
com cicatrizes no corpo
ou de corpo mutilado

peços notícias de Espanha
[...]

O RIO GRANDE DO SUL NA GUERRA CIVIL ESPANHOLA

Hermenegildo de Assis Brasil* (1910-1941)

Militar e militante comunista. Revolucionário profissional. Natural de Cacequi, sobrinho de Assis Brasil, comandante político da Revolução Maragata de 1923. Alistou-se três vezes no Exército Brasileiro. Nas três ocasiões, foi expulso por subversão, preso e conseguiu fugir. Participou do levante militar de 1935, sendo novamente detido, mas escapou de forma espetacular para alistars-e nas Brigadas Internacionais que atuaavam na Guerra Civil Espanhola (1936-1939). Em 1938, na Sierra de San Cornélio, nas montanhas dos Pirineus, comandando um pequeno pelotão, aprisionou um batalhão de 720 integrantes do exército franquista depois de vencê-los na Batalha de Piedras de Aôlo, conquistando o posto de capitão. Confinado em campo de concentração, na França, morreu em fuga, lutando, em 4 de julho de 1941.

João Moll Baptista (1884-1941)**

Gráfico e encanador, espanhol, natural de Carcagente, Valência. Sem raízes no nosso movimento operário, chegou aqui no Rio Grande do Sul às vésperas da greve geral de 1917 e firmou-se, no decorrer da mesma, com um de seus agitadores mais radicais. Preso, cumpriu pena por ter participado desse movimento. Franquista fanático, tentou participar da Guerra Civil Espanhola e chegou a editar, aqui no Estado, El Nacionalista Español (1937). Faleceu em Porto Alegre em 1941.
** Atuou ao lado das forças fascistas de Franco

José Gay da Cunha (1911-1987)

Militar e revolucionários. Comunista. Natural de Porto Alegre. Estudou na Escola de Guerra do Realengo. Por ter participado da Aliança Nacional Libertadora (ANL) em 1935, foi excluído das Forças Armadas e condenado a oito anos de prisão. Exilado em Buenos Aires, foi lutar na Guerra Civil Espanhola, onde comandou a famosa Brigada Lincoln. Entre seus comandados, estavam Hermenegildo de Assis Brasil* e Nemo Canabarro Lucas. Gay da Cunha foi gravemente ferido na batalha do Ebro.
Voltou ao Brasil, anistiado em 1945. Formou-se em Direito e foi funcionário da Caxia Econômica Federal no Rio Grande do Sul. Jornalista, escreveu no Diário de Notícias e na A Hora, de Porto Alegre. Autor de Um Brasileiro na Guerra Civil Espanhola (Porto Alegre: Globo, 1964).
Fonte: Dicionário Ilustrado da Esquerda Gaúcha
Anarquistas
Comunistas
Socialistas
e Trabalhistas
Editora Livraria Palmarinca, 2008, Porto Alegre



Em 1956, Jorge Amado também tratou do tema na trilogia Subterrâneos da liberdade. No segundo volume, o autor aborda a recusa dos marinheiros do porto de Santos em transportar café para a Espanha Franquista.
Monteiro Lobato (foto em preto e branco), um dos intelectuais mais perseguidos pela política de Vargas, traduziu na cadeia, em 1941, o romance Por quem os sinos dobram, de Ernest Hemingway. Com essa tradução, Lobato procurava romper o silêncio imposto pelos órgãos de censura do Estado Novo.

Fonte: A Guerra Civil Espanhola, coleção História em Movimento, Editora Ática, 1996, São Paulo



 Considerações finais

Finda a Segunda Guerra Mundial, Franco esperou que a ajuda internacional beneficiasse a economia espanhola. Para tanto, definiu seu país como a “sentinela do Ocidente”. Deixou claro que negociaria com as nações capitalistas no sentido de agir como ponto estratégico contra a possibilidade de a União Soviética querer expandir sua influência em direção à península Ibérica e ao norte da África.
A definição espanhola em relação às nações envolvidas na guerra fria, porém, surtiu efeito somente na metade da década de 1950, quando o presidente norte-americano Dwight Eisenhower passou a conceder ajuda econômica à Espanha. Em troca, o generalíssimo permitiria o estabelecimento no país de numerosas bases militares americanas. Em seguida, o Estado franquista foi reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) e beneficiado por vultosos empréstimos concedidos pelo Fundo Monetário Internacional  (FMI).
Com a ajuda externa, a Espanha pôde dar um impulso moderno à economia, favorecendo a mecanização da agricultura e a expansão do parque industrial. Mesmo assim, a ditadura manteve o país fechado à influência estrangeira, retardando por um tempo demasiadamente longo as transformações econômicas que já vinha se operando nas nações vizinhas.
Em 1945 ainda existiam mais de 140 mil prisioneiros políticos na Espanha. Os sindicatos estavam proibidos , assim como partidos políticos e qualquer agremiação que pudesse manifestar-se contra a ditadura. Os intelectuais e os líderes de esquerda era frequentemente presos ou "desapareciam'. Outros eram forçados a deixar o país. Tudo isso retardou o desenvolvimento científico e cultural da Espanha, que se manteve, durante muito tempo, entre as regiões mais atrasadas da Europa.
Para marcar a dimensão personalista imposta a seu governo, em 1942 o generalíssimo ordenou a construção de um imenso mausoléu, utilizando para isso o trabalho forçado de dois mil presos políticos. Inaugurado a 1º de abril de 1959, quando se comemorava o vigésimo aniversário da vitória franquista, o Valle de los Caídos, como ficou conhecida a obra, foi erigido em rocha bruta, contando com uma cruz de 150 metros de altura e que pode ser vista a cinquenta quilômetros de distância. A explicação oficial para sua construção foi a de que o monumento era destinado a homenagear os mortos na guerra civil. Na verdade, seu destino era outro: servir de túmulo para o ditador.
 Trabalho escravo dos prisioneiros republicanos
 Inauguração
Mausoléu faraônico de Francisco Franco








Três anos antes ...

Três anos antes de Woodstock, bombavam no Brasil os festivais da Record, cujas músicas ficaram eternas. DISPARADA, de Geraldo Vandré e Theo de Barros na interpretação do querido e também eterno Jair Rodrigues ... Good times!

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Summertime, na interpretação magnífica de Janis Joplin

Há 43 anos aconteceu o Festival de Woodstock. Um transe geral, interpretações inesquecíveis e um
tempo que nunca mais voltou.


   

O clássico Summertime na intrigante e rouca voz de Janis, uma das maiores intérpretes de todos os tempos.

sábado, 11 de agosto de 2012

FREI TITO DE ALENCAR LIMA

Se digo amor
Só é por alguém
É pelos malditos
Deserdados deste chão

Novena, Beto Guedes

Frei Tito de Alencar Lima (14.09.1945 - 10.08.1974)

    Ontem foram lembrados os 37 anos da morte do Frei Tito. Agradeço ao amigo Flávio Dalforno por ter me chamado a atenção para esta data carregada de melancolia. No tempo que Frei Tito passou na França, mais ou menos cinco anos, ele tinha alucinações intercaladas com lucidez. Mas o mal não venceu.
    Enquanto lembro dele com respeito e tristeza ao mesmo tempo, lembrarei sempre de todos aqueles que estiveram sob a tutela do aparato policial do Estado e que deveriam ter tido garantidas sua integridade física e moral. Mas não foi o que aconteceu. 
Quanto à quadrilha de sádicos que usou e abusou dos corpos e das vidas dos presos, para eles tenho somente duas palavras: o horror, o horror ...     
    Frei Tito foi torturado durante 40 dias pela equipe do delegado Sérgio Paranhos Fleury, e, em seguida, transferido para o Presídio Tiradentes, onde permaneceu até 17 de dezembro (de 1969). Nesse dia, foi levado para a sede da OBAN, onde o conhecido torturador capitão Maurício Lopes Lima lhe disse: "Agora você vai conhecer a sucursal do inferno". 
     Frei Tito foi preso em 1968 sob a acusação de ter alugado o sítio onde se realizou o 30º Congresso da UNE, em Ibiúna, SP, e novamente em em 04.11.1969, em companhia de outros frades dominicanos acusados de manterem ligações com a ALN e seu líder Carlos Marighella.
     Enforcou-se numa árvore de um bosque ao redor do convento S. Jacques em Paris. A morte foi seu último ato de coragem e protesto. Foi enterrado no cemitério de Sainte-Marie-de-la-Tourette. Em 1983, seus restos mortais foram trasladados para o Brasil e acolhidos solenemente na Igreja dos Dominicanos, em Perdizes, em SP, capital, ao lado dos restos mortais de Alexandre Vanucchi Leme, morto em 1973.
Fonte: Direito à Memória e à Verdade, Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, Brasília.



(Poema sem título, 1964)

Lila Ripoll [1905, Quaraí - 1967, Porto Alegre]


Não. Não aceito este vento
Como eterno.
Nem o céu toldado
como paisagem possível
Nem a música absurda dos tambores
quebrando o ritmo da melodia verdadeira.

Não. Não aceito a mutilação
de meu espírito.
De meus passos,
Da brasa de sonho
que arde dia e noite no meu peito.

Não Não aceito a vida
emoldurada em formas imutáveis;
as estrelas sem brilho; as vozes fechadas na garganta;
códigos substituindo pensamentos;
a neblina nos olhos; as palavras esmagadas.

Não. É preciso que amanheça.
Que se ouçam os cantos líricos
dos pássaros.
Os cantos nítidos daa vida.
A voz dos homens rompendo o silêncio de chumbo.

É preciso que amanheça.
Que música contida
irrompa caudalosa,
como um rio que deixa o leito
a procura do mar.

Fonte: Prêmio Lila Ripoll de Poesia, 2009
Coletânea de Poesias
Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul
Organizadores: Anália Sanches Dorneles e Neuza Silva Soares 

 

OS MENONITAS NO CHACO PARAGUAIO


A história da Colônia Fernheim

Fernheim é uma comunidade de 4230 menonitas de origem alemã no Chaco paraguaio. Pertencem a ela 25 aldeias com um total de 318 casas cada uma, cujo centro,  é Filadélfia, onde também são encontrados outros grupos sociais.

Geschichte der Kolonie Fernheim

Fernheim ist eine Siedlungsgemeinschaft von 4.230 deutsch-stämmigen Mennoniten im paraguayischen Chaco. Dazu gehören 25 Dörfer mit insgesamt 318 Bauernhöfen un das Zentrum Filadelfia, in dem mittlerweile auch verschiedene andere Volksgruppen ein Zuhause gefunden haben.

Acima,  um exemplar típico do Chaco - um palo borracho (Chorisia speciosa)


No total, entre as três colônias, Fernheim, Menno e Neuland, a quantidade de menonitas de descendência alemã no Chaco Central está em torno de 15.000 habitantes. Solidariedade, labor, ajuda mútua e unidade são os valores básicos da comunidade menonita.
Se idioma comum é um dialeto do alemão, o "Plattdeutsch. O alemão em si e o castelhano se aprendem na escola e no colégio. Hoje, cerca de 90% da população menonita tem a cidadania paraguaia.

Zusammen mit den Nachbarsiedlungen Menno und Neuland beträgt die Zahl der deutschstämmingen Mennoniten im zentralen Chaco rund 15.000 Personen. Solidarität, Fleiß gegenseitige Hilfe und Einigkeit sind Grundwerte der mennonitischen Siedlungsgemeinschaft. Ihre gemeinsame Sprache is Plattdeutsch. Deutsch und Spanisch werden in de Schulen unterrichtet. Heute sind nahezu 90% der mennonitischen Bevölkerung paraguayische Staatsbürger.



DVD produzido por menonitas que vieram do Canadá. Muito interessante sob vários aspectos: históricos, geográficos, religiosos e políticos*.
* Lá pelas tantas o ditador Stroessner, que assumiu o governo paraguaio através de um golpe em 1954 e se reelegeu fraudulentamente por mais SETE VEZES CONSECUTIVAS (1954 a 1988), resolve visitar a colônia. Desembarca do seu avião particular rodeado de seguranças e dezenas de militares de várias         patentes com seus peitos estufados de medalhas (???).

A fé menonita tem suas raízes no movimento anabatista do século XVI na Europa. O nome menonita provém de Menno Simons, que foi quem agrupou e fortaleceu os anabatistas. Segundo alguns preceitos bíblicos, eles chegaram às seguintes premissas de fé: * batismo na idade adulta; * separação entre a Igreja e o Estado; * rejeição ao uso de armas, da violência e do juramento. Ao separar-se naquela época da única igreja aceita, trouxe consigo perseguições brutais, o que levou os menonitas a imigrar primeiramente para a Prússia e depois para o Império Russo.

Der Glaube der Mennoniten hat seine Wurzeln in der Wieder-täuferbewegung des 16. Jahrhunderts in Europa. Die Bezeichnung "Mennonit" ergab sich, weil MENNO SIMONS diese Wiedertäufer einigte und festigte. Laut Erkenntnissen aus der Bibel kamen sie zu folgenden Glaubensüberzeugungen: Erwachsenentaufe, Trennung von Kirche und Staat, Ablehnung der Waffengewalt und des Schwureides. Die Trennung von der damals allein gültigen Kirche zog eine grausame Verfolgung nach sich, die die Mennoniten dazu bewegte naach Preußen uns später nach Russland auszuwandern.
  
No Império Russo a Revolução Bolchevique que proibiu a liberdade de culto e a propriedade privada, motivou os menonitas a emigrar novamente. Na busca de uma nova pátria, alguns elegeram o Paraguai, onde no ano de 1930, fundaram a Colônia Fernheim. Com a ajuda do MCC (Comitê  Central Menonita), com sede nos Estados Unidos da América, foram adquiridas da Corporação Paraguaia, as terras. A Lei especial Nº 514 lhes garantiu liberdade de culto e a exoneração do serviço militar. Em contrapartida, o Paraguai esperava o desenvolvimento econômico no quase intocado Chaco paraguaio. 


 Chaco

In Russland war es die bolschewistische Revolution, diedie Religions-freiheit und das Privateigentum untersagte und die Mennoniten zur Auswanderung bewog. Auf der Suche nach einer neuen Heimat wählten einige Paraguay, wo sie ima Jahre 1930 die Kolonie Fernheim gründeten.
Von des Corporación Paraguaya wurde das Land mit Hilfe der amerikanischen Mennonitengemeinschaft M.C.C. (Mennonite Central Committee) gekauft. Das Sondergesetz Nr. 514 sicherte die Religionsfreiheit und die Befreiung vom Militärdienst zu. Paraguay erwartete im Gegenzug die wirtschaftliche Erschließung des noch unberrührten Chaco.

A Guerra do Chaco estourou em 1932. Paraguai e Bolívia exigiam seus direitos sobre esta região. A colônia Fernheim permaneceu à margem das contendas bélicas e, foi através dos soldados que tiveram os primeiros contatos com a população paraguaia. 

Der Chacokrieg brach im Jahre 1932 aus. Beide Länder, Paraguay und Bolivien, erhoben auf die Region Gebietsanspruch. Die Kolonie Fernjeim blieb von den Kampfhandlungen verschont, über die Soldaten ergaben sich die ersten Kontakte mi dem paraguayischen Volk.
Turron de Mani (Amendoim), um exemplo do que é produzido nas cooperativas menonitas na Filadélfia, localizadas no Chaco Paraguaio. Particularmente penso que as cooperativas assemelham-se a um kohlkoz russo ou mesmo a um kibutz israelense. No fundo, no fundo, não há diferenças abissais entre os três sistemas, pelo contrário, ela é de centímetros. Mas, obviamente, cada um deles com suas particularidades.

Fonte: material pela minha irmã Liane em recente viagem ao país guarani.


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

O MARCO DE SANTO ILDEFONSO (1777)

ADENDO: até setembro de 2012, considerava-se como (quase) certeza que o marco na fotografia onde também aparece o Claiton Nazar, fosse o Tratado de Santo Ildefonso. Foi quando recebi correspondência de Santa Maria, de um estudioso de marcos que trouxe luzes e novidades à questão. Também recebi um comentário de um estudante de História que está postado logo abaixo.
Com nossa discussão e fazendo as devidas comparações entre mapas conclui-se que o marco não corresponde ao Tratado mas, o que é então?
Publicarei nossa troca de correspondência no final.
Obrigada pela atenção,
Renate Aguiar


"A historiografia brasileira tradicional, cujas origens encontram-se no Império, produziu uma narrativa mítica sobre o território do país. Dessa narrativa surgiu a noção segundo a qual o território nacional foi uma herança recebida dos tempos coloniais.
Contudo, a análise da construção das fronteiras brasileiras revela que o processo de delimitação estendeu-se até a primeira década do século XX. Na verdade, menos de um quinto do perímetro nacional foi delimitado durante o período colonial. O Estado Imperial, em contraste, delimitou pouco mais da metade da extensão toal da linha divisória. O Estado republicano, nos seus primeiros tempos, quando o Barão do Rio Branco comandou a política externa nacional, delimitou a extensão restante."

Cenário Gaúcho, Representações históricas e geográficas. Demétrio Magnoli, Giovana Oliveira e Ricardo Menegotto. Editora Moderna, 2002.

Principais acordos entre as Coroas Ibéricas:

1493: Bula Intercoetera. A linha divisória localizava-se a oeste de Cabo Verde, com a benção do Papa Alexandre VI. A bula privilegiava a Espanha.

1494: Tratado de Tordesilhas. Este tratado atendeu os apelos dos portugueses. Segundo ele, todas as terras situadas a oeste do Meridiano de Tordesilhas (situado a 370 léguas a oeste do arquipélago de Cabo Verde), pertenceriam a Espanha, enquanto que a leste seriam portuguesas.

1580-1640: Anulação dos limites impostos pelo Tratado de Tordesilhas com a União Ibérica.

1750: Tratado de Madri. Primeira tentativa de delimitação entre os territórios portugueses e espanhóis no Novo Mundo. O foco das negociações do Tratado de Madri consistiu na permuta entre a Colônia do Sacramento (portuguesa) e os Sete Povos das Missões (espanholas)*.

*A Coroa espanhola vizualizava no empreendimento missionário uma forma de reagir aos avanços territoriais portugueses pelo litoral meridional e, sobretudo, à fundação da Colônia do Sacramento. Consequência direta do Tratado de Madri foram as Guerras Guaraníticas (1754-1756). A decadência definitiva dos Sete Povos deu-se pela expulsão dos jesuítas, ordenada pelo Marquês do Pombal em 1759.

1761: Tratado de El Pardo. Anulou o Tratado de Madri.

1777: Tratado de Santo Ildefonso. Devolveu a região dos Sete Povos à Espanha. O Tratado de Santo Ildefonso, reconheceu as terras ocupadas por arranchamentos entre o Jacuí e Camaquã como sendo da Coroa portuguesa. Os limites no Sul se estenderam desde o arroio Chuí, margens da laguna Mirim, nascendo do rio Negro até a foz do rio Pepiri. Foram criados os camados Campos Neutrais que acompanhavam a linha de fronteira, aonda não podiam construir e nem estabelecer tropas militares. Os contrabandistas, gaúchos e bandidos usaram os campos neutrais como zona de refúgio.

1801: Tratado de Badajós. As coroas ibéricas concordaram em retomar a divisória negociada em 1750.

No mapa da esquerda observa-se (em verde), os limites impostos pela Tratado de Madri, de 1750, enquanto que o da direita a linha azul representa o Tratado de Santo Ildefonso.
Observando com mais rigor o mapa da direita, percebe-se que o tratado de 1777 cruza as terras cachoeirenses, (obviamente muito mais ampliadas naquele período).
Na visita a Escola Zilah da Gama Mór, falou-se muito na Estação Ferroviária abandonada, nos dois pontilhões próximos a ela e também no brasão imperial incrustrado no maior, detalhe sempre lembrado pelo amigo Eduardo Minssen. A foto do brasão acontecerá em breve porque depende de alguns detalhes técnicos.
Então falou-se num marco existente na região. Conversa vai e vem, quando o amigo Claiton comentou que na sua propriedade TAMBÉM HAVIA UM MARCO. E do que se tratava?
Resposta: o marco representa o ponto por onde passava a linha do Tratado de Santo Ildefonso, de 1777. A foto do Claiton é de mais ou menos 15 anos atrás.


 Fonte: Caderno de História nº 50, Memorial do Rio Grande do Sul - Invasão Espanhola no Sul do Brasil, Moacyr Flores, Secretaria de Estado da Cultura, Governo do Estado do Rio Grande do Sul, pág. 16

Fonte: Trabalhando com Mapas, Rio Grande do Sul, Editora Ática, 2003
Vamos reparar que para a idade dele, 235 anos está super inteiraço e AINDA ESTÁ NO LOCAL ao lado desta pequena ruína cujo significado ainda é desconhecido. A foto é de 1997.

No detalhe,  Claiton Nazar está apoiado no marco do Tratado de Santo Ildefonso. Existe mesmo um na Ferreira? Tomara que sim e que seja encontrado e fotografado. 
Concluindo, mais investigações serão feitas para saber se existem outros. Pela frente a missão de "fabricar" tempo para matar a charada.



Interessante correspondência trocada sobre o assunto:

Professora Renate

Estou entrando em contato através deste email,para tentar elucidar
aquela foto publicada do interior de Cachoeira, sobre o marco.
Este marco não é do tratado de St. Ildefonso, possivelmente
um centro para traçado de curva ferroviária no local. Verificar se
não passa ferrovia perto..Pode ser marcação de um local de
batalha ou de propriedade. Descobri em Santa Maria,o
local dos dois marcos que aqui existiram. Poderei mandar
futuramente as fotos dos referidos marcos.
Atenciosamente,

Darci Brondani
10.10.2012
.......

Boa noite, Darci!

Esta informação eu tenho do amigo Claiton Fernando Nazar. Peço que aguardes eu conversar com ele sobre este teu e-mail.
Sim, passa ferrovia por perto.
Gostei de receber teu e-mail, te darei retorno assim que obtiver melhores informações.
Sobre o marco ser do Tratado de Santo Ildefonso, a possibilidade não é toda descartada.
Gostaria, sim de ver as fotos. Se puderes enviar junto mais ou menos as coordenadas dela, é possível montar o quebra cabeça.
Cordialmente,


Renate Aguiar
11.10.2012
.......

Boa noite, professora Renate.

Da mesma forma também, gostei de receber o seu e-mail. Pesquiso
ha muitos anos, as posições dos referidos marcos. Eu sou autodidata
e procuro fazer este trabalho nas minhas folgas,tudo como um hobby.
Eu sou metalúrgico aposentado e gosto muito da história do Rio Grande.
Foram colocados marcos desde o Chui até a região do Monte Grande
(Santa Maria). De Bagé até S. Maria, foram 10.Foram colocados em pares,
cada um no seu território, seguindo e demarcando a linha da faixa neutra
de fronteira,(cf.Tratado). A faixa neutra tinha a largura de uma légua,ou
um pouco mais.Ela estava exatamente no divisor das bacias dos rio Ibicui
e Jacuí. A colocação iniciou-se em 1787.Apesar de eu ter em mãos, todos
os pontos dos 10 marcos, o trabalho de localização não é fácil. Diferenças de
medidas em relação as atuais e outros problemas, dificultam muito. Estou
colocando réplicas nos 2 primeiros locais. Os originais foram retirados e
colocados na fronteira do Uruguai,em 1852.A altura deles era de aproximada-
mente 2,30 m. (os da fronteira foram cortados pela metade)
Isto descarta completamente a possibilidade deste da foto ser um deles.
No texto da internet, há uma referência à Ferreira, isto me chamou atenção,
pois o primeiro marco colocado aqui está próximo ao Arroio dos Ferreiros,
erradamente chamado de Ferreira.

Obrigado pela atenção

Atenciosamente
Darci Brondani

11.09.2012
......

Boa noite, Sr. Darci

 É com grata satisfação que recebi a notícia da sua paixão pelo Tratado de Sto Ildefonso.

Gostaria de saber se o sr poderia colaborar conosco para esclarecer as dúvidas geradas a respeito dos marcos existentes em Cachoeira do Sul.

Eu sou a pessoa que aparece na foto do blog da Professora Renate.

Este marco, que está localizado em minha propriedade rural, é um velho conhecido meu.

Em torno de 30 anos atrás, um grande amigo meu, infelizmente já falecido, Dr. Fritz Stroeschoen, historiador renomado de Cachoeira do Sul, comentou sobre a época em que Cachoeira havia sido divisa entre as terras de Portugal e Espanha. Mencionando inclusive a localização das trincheiras dos portugueses, em uma coxilha à leste do Rio Jacuí, já na atual área urbana. Estaria localizada em uma área de propriedade de amigos meus, entre o Colégio Roque Gonçalves e o Hospital de Caridade e Beneficiência.

Este outro amigo, proprietário da área onde ficavam as trincheiras, encontrou pontas de lanças neste local quando criança.

Não recordo se o Dr. Fritz mencionou especificamente tratar-se do Tratado de Sto Ildefonso ou se eu pesquisei e deduzi na época, por eliminação, que o tratado mais próximo e que poderia passar por terras de Cachoeira seria o de Sto Ildefonso.

Temos 3 marcos conhecidos em Cachoeira. Pessoalmente só conheço o da minha propriedade, mas é possível encontrar os outros 2, pois um é na localidade de Ferreira, há 12 km de Cachoeira, e o outro é na Fazenda Lajeado, fazenda histórica, sítio de episódios da Revolução Farroupilha, que também é de uma família que tenho relacionamento.

Temos informação que um dos 3 marcos pode ter uma inscrição.

Estou combinado com a Professora Renate de procurar estes marcos e observar se possuem um padrão de similaridade ou identificação.

Gostaria então de convidá-lo para, se possível, fazer-nos uma visita futuramente e colaborar com estes esclarecimentos.

Como o sr mencionou que não conseguiu encontrar todos os marcos do Tratado de Sto Ildefonso, não poderiam ser estes daqui? Pois em alguns mapas a linha divisória do Tratado aproxima-se muito de Cachoeira, e a cartografia na época poderia ser bastante imprecisa.

Os marcos não parecem ter nenhum vínculo com rede ferroviária ou outro objetivo que não seja a demarcação de terras.

De qualquer forma, se realmente não são do Tratado de Sto Ildefonso, devem ser de algum outro acordo histórico, que gostaríamos de esclarecer e identificar do que se trata.

Agradeço a sua atenção

 
Abraço,

Claiton Nazar

13.09.2012


sábado, 4 de agosto de 2012

CONVITE

Venha prestigiar e debater!

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Aennchen von Tharau, Vienna Opera Harmonists

Blur - Tender

Blur - Tender

Para começar um findi preguiçoso e modorrento uma música bem legal.
Pelo jeito a temperatura vai rodopiar pelos 30ºC. Aliás, a primavera dá uma preguiça danada: amplitudes térmicas bruscas, umidade, pólen, passarinhada assanhada, troca-troca de roupa frio-calor, sede ...
Para amenizar, esta bela interpretação do grupo. Ótimo week-end!

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

BRUMAS, TRUFAS, FRIOS E FLORES

O inverno finda e a nova estação já se exibe nos ninhos, nos botões das orquídeas, nas gemas inchadas dos galhos das plantas e no humor das pessoas.
O ritual de empacotamento por camadas de roupas pesadas está com os dias contados.
Amanhecer, João Carlos Gaspary
Cipó São João, Av. Presidente Vargas
Amanhecer, Rua José Carlos Barbosa
Bougainvillea, Primavera ou Três-marias, Rua Anibal Loureiro

Fog na Praça José Bonifácio
Foto: Renato Thomsen
Manacá, Rua Comendador Fontoura
Magnólia, Rua Presidente Vargas
Fim de festa, Rua Sete de Setembro, segunda-feira de manhã cedo
As flores da casa da Nelda
Amanhecer, Rua Major Ouriques, esquina com Rua Sete de Setembro
A caminho do trabalho

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Nana Mouskouri, Malagueña Salerosa.mp4

Очи Черные - Dark Eyes - Otchi Tchornia

Outra esplendorosa canção que vem da longínqua Rússia, país que admiro muito.
   
Imagem: Catedral de São Basílio, Moscou