Orgulho!

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segunda-feira, 19 de março de 2012

SOBRE O COLISEU ..

O texto do Dr. Eduardo Florence, Andando nas Nuvens, exterioriza sua opinião pessoal de que não é válida a conservação de fachadas (estética do fachadismo?). Já a arquiteta Elizabeth Thomsen pensa o contrário, isto é, que a fachada art déco do Cine Teatro Coliseu merece e deve ser conservada.
Hoje, para fins de comparação, da edificação da União dos Moços Católicos, só resta a fachada e tudo o que ultrapassa o seu limite é construção quase ainda novinha em folha. A estas alturas apesar de desejar a presença de todo prédio original, penso que a distância entre o sonho e a realidade às vezes avança também os limites do nosso entendimento.

Imagem: acervo fotográfico do Museu Municipal Patrono Edyr Lima

Um debate importante, sem dúvida, porque dele vão surgindo ideias e soluções.
Após a queda do Muro de Berlin, na medida que os bens patrimoniais da República Democrática da Alemanha - DDR - foram sendo listados e novamente inventariados, percebeu-se que numa de suas mais famosas cidades, a capital da Saxônia, Dresden, das poucas construções que restaram em pé, havia um grande número de ... FACHADAS. Sim, isso mesmo! O corpo das construções ou havia sido perdido pelos incêndios de fevereiro de 1945 ou pelo golpe de misericórdia, leia-se "dinamite", das forças de ocupação russas, que concluíram atabalhoadamente "que não valia a pena reerguer".


Imagem: de uma simplória ruína melancólica brotará aos olhos dos habitantes da Florença do Elba um majestoso prédio similiar ao original

A fachada e o palco do cinema estão todos os dias na mira dos meus/nossos olhos. É muito enjoado ver tamanha estrutura deteriorar-se e não ver nada acontecendo. O impasse assume várias explicações e todos têm e não têm razão.
Como a fachada segue valente após anos a fio de desleixo, até não sei. Porém ela é hoje TOMBADA, portanto se esta decisão aconteceu é porque houve motivos suficientes para tal.
Ressuscitei o texto do Dr. Eduardo Florence e intercalei com algumas BELAS IMAGENS do hoje patrimônio tombado gentilmente cedidas pela arquiteta Elizabeth Thomsen, uma incansável defensora do Coliseu (com o meu apoio), pelo Claiton Nazar e pelo COMPAHC, que nos últimos tempos tem tido uma colheita de boas notícias.
[RESA]

terça-feira, 14 de junho de 2011

UNIÃO DE MOÇOS CATÓLICOS

Imagem: Banco de Imagens do Museu Municipal Patrono Edyr Lima


O prédio de União de Moços Católicos (fundada em 12 de outubro de 1924) pertencente à Diocese de Cachoeira do Sul, foi construído por volta de 1850 e é um dos remanescentes do estilo neoclássico da cidade, com fachada apresentando características marcantes. Serviu de residência para a família de José Custódio Coelho Leal, figura de destaque na vida pública cachoeirense. A partir de 1899, foi sucessivamente sede do Clube Cachoeirense, do Clube Renascença, do Centro Literário Marcelo Gama, do Banco da Província, da União de Moços Católicos.
Em 1985 foi tombado pelo COMPAHC, Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultura de Cachoeira do Sul, e por isso, não pode sofrer alterações de estilo.

Ione Sanmartin Carlos, atual diretora do Arquivo Histórico Carlos Salzano Vieira da Cunha, de Cachoeira do Sul

Jornal do Povo, 22 de setembro de 1995

Imagem: Museu Municipal Patrono Edyr Lima