Orgulho!

Orgulho!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

ATÉ HOJE ME PERGUNTO: POR QUÊ?

No aristocrático bairro Rio Branco, próximo ao Templo Martin Luther (do outro lado da rua), existe uma antiga e majestosa morada, pertencente à Família Wilhelm.


Esta foto pertence ao álbum da Corsan e é de 1924. Hoje o álbum está sob a guarda do Museu Municipal Patrono Edyr Lima.
Em 1924 esta rua chamava-se Venâncio Aires, hoje é a Av. Presidente Vargas. A imagem relaciona-se com a construção da rede de abastecimento de água e com o posterior calçamento da rua.



Esta bela foto guardada no museu mostra a D. Lya Wilhelm sentada no parachoque do carro e seu irmão Rolf sentado no muro da casa. Reparem na imponência dos dois pinheiros e na sofisticação da iluminação da época.
Foto: cortesia Museu Patrono Edyr Lima



Outra bela vista da morada. E os pinheiros? Maravilhosos!
Foto: cortesia Museu Patrono Edyr Lima



Foto: cortesia Museu Patrono Edyr Lima


E numa noite, há uns doze ou treze anos atrás, um vândalo (ou mais) colocou fogo nos dois pinheiros. As tochas incandescentes danificaram toda a vegetação circundante e a fachada da casa. Nada restou. Os dois tocos fumegantes deixaram a cidade indignada e envergonhada com o ataque covarde.


Passando pelo local, como faço todos os dias, volta e meia me recordo do cartão postal que um dia foi completo, enchendo de charme o quarteirão e de beleza o bairro e a cidade.
Com o afundamento do terreno e pela acomodação da terra, eis que nesta semana vislumbrei esta cicatriz ... É possível que ela esteja ali há alguns anos. Tanto faz ...



O toco jaz testemunha da insanidade da ação. Se parece a um periscópio tentando inutilmente identificar seu algoz.
Até hoje me pergunto, por quê?

O FIM DA CHIBATA NA MARINHA


João Cândido faz a leitura do protesto

CONSCIÊNCIA NEGRA
Quem foi João Cândido?


Líder da Revolta da Chibata terá importância resgatada

João Cândido, o Almirante Negro, marinheiro natural de Encruzilhada do Sul

Reconhecido no ano passado pelo governo brasileiro como um dos heróis negros, o marinheiro João Cândido, natural de Encruzilhada do Sul, que no começo do século passado liderou o movimento que ficou conhecido como Revolta da Chibata, será um dos destaques da Semana Municipal da Consciência Negra de Cachoeira do Sul. No dia 14 de novembro integrantes do movimento negro na cidade pretendem distribuir material informativo sobre a trajetória de João Cândido.


João Cândido e seu filho caçula, Adalberto do Nascimento Cândido, o Candinho

As atividades da Semana da Consciência Negra, que transcorrerá de 13 a 21 de novembro, culminará com kizomba na Bonifácio. De acordo com o presidente da Associação Cachoeirense da Cultura Afro-brasileira (Acca), Luciano Ramos, além do Almirante Negro, serão lembrados também os negros que foram massacrados por tropas federais no final da Revolução Farroupilha, no episódio que entrou para a história como a chacina dos voluntários e lanceiros negros. O fato ocorreu no Cerro dos Porongos, no interior do município de Pinheiro Machado, que tornou-se um dos pontos de referência da luta do povo negro gaúcho.


Joâo Cândido concedendo entrevista a jornalista

INDENIZAÇÃO - De acordo com Luciano Ramos, um dos objetivos da divulgação dos fatos históricos é reforçar o apelo feito pelo movimento negro brasileiro, que defende a indenização aos familiares dos negros assassinados. “Precisamos conhecer a história para entender a realidade presente e resgatar a cidadania e direitos do povo negro”, declarou o dirigente da Acca, que participou com representantes de outras entidades ligadas à consciência negra do encontro realizado nesta sexta-feira na sede da Coordenadoria da Igualdade Racial, no qual ficou definido o calendário de atividades da semana.

Além da lembrança dos heróis negros, haverá também atividades nas escolas municipais, onde serão eleitos os mais belos negros estudantis. No dia 15 as entidades negras visitarão o quilombo do Cambará, na BR 290, onde também haverá atividades. No dia 16 será promovido, em local ainda a ser definido, o encontrão da juventude negra de Cachoeira do Sul. Conforme Luciano, a semana encerrará com uma grande kizomba (festa) na Praça José Bonifácio.

JORNAL DO POVO, 08 DE NOVEMBRO DE 2010.



João Cândido morreu em 1969, na vigência plena da ditadura militar. À frente, à direita, seu filho Candinho.


ENTENDA O EPISÓDIO:
No início do século XX, precisamente no ano de 1910, durante alguns dias, mais de dois mil marujos movimentaram a Baía da Guanabara, no Rio de Janeiro, ao tomarem posse de navios de guerra para exigir o fim dos castigos corporais na Marinha do Brasil.
Em abril de 1910, o “Minas Gerais”(navio blindado de guerra) chegou à Baia da Guanabara, era o navio mais bem equipado do mundo, mas, as questões de regime de trabalho, o recrutamento dos marujos, as normas disciplinares e a alimentação deixavam a desejar. O retardamento das reformas nessas áreas fazia lembrar os anos dos navios negreiros. Tudo na Marinha, Código Disciplinar e recrutamento, principalmente, ainda eram iguais ao da monarquia. Homens de bem, criminosos, marginais eram juntamente recrutados para servirem obrigatoriamente durante 10 a 15 anos e, a desobediência ao regulamento tinha a punição de chibatadas e outros castigos.
O açoite do marinheiro Marcelino Rodrigues, no dia 22 de dezembro de 1910, desencadeou a rebelião dos marinheiros, de maioria negra, contra os castigos físicos remanescentes da escravidão. À frente do grupo, a bordo do encouraçado Minas Gerais, estava João Cândido. Houve ataques à cidade e seis oficiais da Marinha foram mortos pelos revoltosos. Sobrevivente do degredo e do fuzilamento dos envolvidos, João Cândido foi expulso da Marinha. Morreu aos 89 anos, desamparado e com câncer, em 1969.
Fonte: Notas Judiciosas,recortes jornalísticos e opiniões sobre temas jurídicos.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

ENIGMA III - UM CONTO INFELIZ

Era uma vez uma esquina localizada na confluência das ruas Sete de Setembro e Sílvio Scopel. Nela havia dois belos prédios a ponto de ...



servirem, inclusive, para a confecção de cartões postais como este datado de 1928 ...


Pois num belo dia devido ao progresso, e também às más línguas que espalharam a notícia que a bela morada situada ao lado do prédio da esquina seria "TOMBADA" por forças ocultas* ...

* Por que usei tal expressão? A fábrica de boataria produziu um tombamento "extra" a ser realizado por?

Foram chamados picões e marretas para na calada da noite, descascar tudo o que havia de bonito, incluindo aqui delicados detalhes neoclássicos ...


Então da noite para o dia, não havia mais nada, só entulho e cicatrizes ...


restando à cidade chorar sobre mais este leite derramado ...


Culpa de quem?



Boa pergunta!
Tenho apenas uma certeza: não é das lojas que alugam os prédios devastados.

F I M


IMAGENS DAS RUÍNAS:


Nestas fotos dramáticas estão os fragmentos originais remanescentes ...

A devastação é inominável ...

As perdas não foram estancadas, avançam nas caladas das sombras enquanto se discute o porquê do encolhimento da população da cidade.
Fotos: Acervo Museu Municipal Edyr Lima e Renate Aguiar
Postal: Carlos Augusto Schmidt

ENIGMA II - A ESTÉTICA DA FEIURA

ERA UMA VEZ ...



A TRANSFIGURAÇÃO



"A ÉPOCA DE OURO"


"INVASÕES BÁRBARAS"



A REALIDADE (DURA E CRUA)


"A ERA DO GELO"

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

ENIGMA DA ESFINGE CACHOEIRENSE

POR QUE SERÁ QUE CACHOEIRA POSSUI O HÁBITO DE "ENFEIAR" SEUS BELOS RECANTOS?


Praça Borges de Medeiros, esquina Júlio de Castilhos/Melvin Jones antes da tsunami ...


"The day after" (Após a hecatombe ...)

Resposta: ......................................................................... .

A CACHOEIRA DO ARQUITETO THEODOR WIEDERSPHAN



"O templo é relíquia sacra preservada, riqueza histórica, imponente agulha que belisca dia a dia, nosso calmo céu cachoeirense".
Fragmento

A agulha que belisca o céu
Jornal do Povo, 08 de fevereiro de 2010




A CACHOEIRA DO ARQUITETO ALEMÃO THEODOR WIEDERSPHAN (1878-1952)

Um dos monumentos mais originais e preservados de Cachoeira é a Igreja gótica Martin Luther. Inaugurada em 19 de abril de 1931, foi construída pela empresa Schütz & Matheis, de Santa Cruz do Sul através do Projeto Quo Vadis.
O projeto foi do alemão Theodor Wiedersphan, um imigrante que chegou ao Rio Grande do Sul há 102 anos atrás.


Segundo informações contidas na revista Aplauso,
Wiederspahn projetou uma grande quantidade de palacetes, casas e vilas ainda na Alemanha, quando iniciou sua formação, e trouxe para Porto Alegre um estilo diferente do que a terra colonizada por portugueses açorianos conhecia.
...
O artista, segundo alguns dos mais importantes arquitetos da cidade, elevou Porto Alegre a um patamar até então desconhecido. Até os mais desatentos vão lembrar da imponência das construções que formam hoje a praça da Alfândega, que continuam preservadas e que, unidas, representam um dos bons momentos da carreira do arquiteto. Mas o Banco da Província, atual Santander Cultural, o prédio dos Correios & Telégrafos, hoje Memorial do Rio Grande do Sul, e a Delegacia Fiscal, hoje Museu de Arte do Rio Grande do Sul, formam apenas uma pequena parte da produção do arquiteto. Muita coisa elaborada por ele ainda pode ser vista, mas um grande número de obras desapareceu sob a onda modernista que imediatamente sucedeu o ciclo eclético da arquitetura de Theo. Agora, uma biografia do artista elaborada pelo professor Günter Weimer tenta recuperar a essência de Wiederspahn.


Templo Martin Luther, projeto de Theo Wiedersphan
Encantadoramente intacto
Fotos templo: Renate Aguiar


Nascido em Wiesbaden, em 1878, Theo emigrou para o Brasil em 1908 – justamente num momento em que Porto Alegre crescia, a economia decolava e o Rio Grande do Sul aparecia como o terceiro Estado mais importante do Brasil. Não foi por acaso que a arquitetura local passou a ter importância e destaque. Como lembra Weimer, arquiteto e professor convidado da UFRGS, a relação entre as classes dominantes e a produção arquitetônica de uma época são diretas e estreitas. “Theo teve a felicidade de chegar na hora certa e no lugar certo”, avalia.


Templo Martin Luther

Wiederspahn desembarcou na capital gaúcha para tentar a vida e para fugir de problemas familiares. Quando chegou, felizmente para a arquitetura da cidade, ficou sem o emprego que lhe fora prometido na Viação Férrea. Acabou sendo apresentado ao também alemão Rudolf Ahrons, dono da maior construtora da cidade e que o colocou à frente da sua equipe de projetistas. A empresa de Ahrons foi uma das empreiteiras mais prósperas do Estado durante o início da República Velha e só perderia força com o início da 1a Guerra Mundial, a partir de 1914, quando os descendentes de alemães começaram a ser perseguidos pelas autoridades brasileiras e acabaram buscando outras alternativas de negócios. A empresa de Ahrons não resistiu às pressões e faliu.

Justamente por conta dessa perseguição, grande parte da documentação e das memórias de Wiederspahn se perderam. Por escrever seus projetos e anotações em alemão, o que na época bastava para ser considerado inimigo, o arquiteto teve todo o seu acervo confiscado pelas autoridades. O acervo nunca mais foi encontrado. “Theo recortava do jornal tudo o que saía sobre as suas obras, tinha cadernos e cadernos de memória. Tudo isso foi perdido depois da 2a Guerra Mundial”, complementa Günter. Apesar de todas as dificuldades em juntar material sobre vida e obra do arquiteto, Günter Weimer lançará a biografia de Theo ainda no primeiro semestre de 2009. Organizada durante os últimos três anos, o livro conta a história da família de Theo, seus feitos arquitetônicos e suas aventuras de vida.


Templo Martin Luther

Wiederspahn projetou uma grande quantidade de palacetes, casas e vilas ainda na Alemanha, quando iniciou sua formação, e trouxe para Porto Alegre um estilo diferente do que a terra colonizada por portugueses açorianos conhecia. “A característica da arquitetura de Theo é uma coisa peculiar no Brasil. Pode-se dizer que ele tinha uma linguagem eclética, que é a mistura total dos elementos estilísticos das diversas épocas” comenta Weimer. Em seus projetos, usualmente misturava elementos clássicos, barrocos e renascentistas. E, em algumas das suas obras mais tardias, pode-se ver traços de uma arquitetura que já incorporava o modernismo. Um bom exemplo de seu ecletismo é o atual prédio do Margs, que possui colunas clássicas misturadas com vitrais barrocos. “Wiederspahn pode ser considerado um dos maiores nomes na construção de uma arquitetura de qualidade em Porto Alegre, deixando sua marca num conjunto significativo de obras. Nas suas formulações se combinam o gosto pelo detalhe, o preciosismo nos acabamentos e o requinte estético, mas também uma funcionalidade muito eficaz”, define a professora Nara Helena Machado, coordenadora do curso de Especialização em Arquitetura da PUCRS. Outro admirador de sua contribuição ao cenário estético de Porto Alegre, o arquiteto Edson Mahfuz lamenta a falta de reconhecimento que a cidade dispensa a seu arquiteto. “É de se deplorar que muitos dos seus edifícios e casas tenham sido demolidos. Uma obra como a dele merece ser mais conhecida”, diz o professor da UFRGS.


Templo Martin Luther

Mas, apesar da reconhecida importância de seus projetos para o cenário urbano de Porto Alegre, seu estilo e tradição alemã ainda geram discussões – algumas acaloradas. Luiz Carlos da Cunha Carneiro, diretor do Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul, argumenta que Wiederspahn, apesar de ter deixado um legado importante para a cidade, não contribuiu para a formação estética de Porto Alegre. “Wiederspahn, apesar de ter sido um dos arquitetos mais importantes a trabalhar na cidade, na primeira metade do século 20, não é a reprodução de uma cultura da cidade. Nesse contexto, ele é um alienígena. Ele pertence à comunidade alemã e produz uma arquitetura alemã voltada para a sua própria comunidade”, critica Carneiro. Para ele, a presença do arquiteto como protagonista no ciclo de desen­volvimento da cidade acabou destruindo a origem açoriana da capital, da qual não restou praticamente nenhum exemplar. “É o construtor de um imaginário burguês para Porto Alegre, uma cidade que não queria se identificar com a origem açoriana e pobre”, ataca.
A coordenadora do projeto Monumenta em Porto Alegre, Briane Bicca, minimiza o impacto dessa presença de Theo, embora reconheça o efeito “destruidor” de sua arquitetura. “Ele substituía de maneira digna, trabalhava para melhorar a cidade. Apesar de demolir alguma construção mais antiga, Wiederspahn colocava no lugar uma arquitetura de boa qualidade”, justifica a arquiteta. “Guardadas as devidas proporções, foi para Porto Alegre o que [Antonio] Gaudí foi para Barcelona”, compara Maturino Luz, coordenador do laboratório de História e Teoria da Faculdade de Arquitetura da UniRitter. Para o professor, é visível a forte identidade deixada pelo arquiteto e por seus discípulos na paisagem de Porto Alegre. Maturino lembra que Wiederspahn não era apenas um profissional dedicado à sua arte: ele ajudou a fundar a Escola de Artes e Ofícios (a Gewerbeschule, que funcionou de 1914 a 1924, e da qual foi diretor) e a criar um sindicato para a categoria, o primeiro a envolver trabalho intelectual na cidade.

Quem transita por Porto Alegre não pode deixar de reconhecer nas ruas o patrimônio deixado pelas obras de Wiederspahn. Na Praça da Alfândega, além dos três prédios já citados, Theo também foi o responsável por projetar o edifício da antiga Previdência do Sul, depois transformado em Cine Guarany e, hoje, ocupado pelo Banco Safra – só a sua fachada ficou para a história. O palácio Chaves, que também ocupava a praça da Alfândega e abrigava o antigo Café Colombo, foi demolido.

Ainda no centro da cidade, pelas redondezas da Rua dos Andradas, encontrava-se um dos primeiros prédios de concreto armado da cidade, a Central Telefônica Ganzo. Construído em junho de 1908, foi posto abaixo anos mais tarde para dar lugar a um edifício sem expressão. Theo assina também o projeto do Hotel Majestic, que no final dos anos 80 foi transformado em Casa de Cultura Mario Quintana, e o do Edifício Nicolau Ely, no cruzamento da Avenida Voluntários da Pátria com a Rua da Conceição – uma de suas obras mais exubrantes que ainda continua de pé. Outra obra de vulto é a cervejaria Continental, na Avenida Cristovão Colombo.

Wiederspahn construiu ainda mais de uma dezena de palacetes residenciais para grandes capitalistas da época – indo em direção ao bairro Navegantes, uma série de armazéns foram erguidos para fins residenciais e comerciais. Mas, com o tempo, a região acabou dando lugar a outro tipo de atividade econômica. “Hoje, restam só uns três ou quatro armazéns”, lamenta o biógrafo de Theo, Günter Weimer.

Theo morreu aos 73 anos de idade e trabalhou até o final de sua vida. Entre 1908 e 1930, o arquiteto somou 554 projetos documentados, o que dá uma média de 25 por ano. Com a perseguição sofrida durante a primeira guerra, e depois com a exigência de registro profissional para atuar como arquiteto, Theo foi rebaixado a “construtor licenciado” e passou a exercer suas atividades no interior do Rio Grande do Sul. Esquecido, entre 1931 e 1952, ano de sua morte, realizou apenas 81 projetos. Apesar disso, o seu legado é enorme e sua arquitetura permanecerá no patrimônio da cidade. No interior do Rio Grande do Sul, uma boa quantidade de igrejas, fábricas e palacetes ainda permanece em pé e bem conservada, à espera de um inventário.

Fonte: Aplauso Cultura em Revista.


WIEDERSPHAN EM CACHOEIRA



O projeto original da Igreja Martin Luther é de Wiedersphan. A igreja, inaugurada em 1931, mantém quase todas as suas características originais. O relógio da torre não é o mesmo original.


O projeto desta casa é do alemão Theodor Wiedersphan.
Segundo a historiadora Ione Sanmartin Carlos, a residência pertenceu a Jos Zell, Alfredo Papay e Edwino Schneider. Hoje é morada de Janice Schneider.


Foto: Álbum da Corsan, 1924. Vista do palacete a partir da rua Ernesto Alves
Cortesia Museu Municipal Patrono Edyr Lima.


Foi bastante modificada conforme aparece na foto abaixo.



Aparência atual do palacete que fica situado na esquina das ruas Ernesto Alves e Isidoro Neves

Segundo informação contida no jornal O Correio, de 13-14 de março de 2010, Wiedersphan idealizou o segundo prédio do Hospital de Caridade e Beneficiência, conforme desenho abaixo.



Desenho: este desenho em bico de pena fazia parte do projeto do Theo Wiederspahn para o Hospital.
Cortesia: Eduardo Florence

sábado, 6 de novembro de 2010

ESCOLA BORGES DE MEDEIROS VISITA MUSEU DO TREM


No dia 17 de novembro as turmas 81, 82, 71 e 72 (oitavas e sétimas séries) da Escola Estadual de Educação Básica Borges de Medeiros realizaram viagem de estudos à cidade de São Leopoldo para visitar a Casa do Imigrante, o Museu Histórico Visconde de São Leopoldo. e o Museu do Trem.


A antiga estação ferroviária de São Leopoldo foi a primeira estação construída no Rio Grande do Sul.


Em 9 de março de 1985, o prédio foi transformado em Centro de Preservação da História da Ferrovia no Estado, o Museu do Trem.


Preserva a história, maquinário, utensílios e equipamentos utilizados nos trens de carga e de passageiros.


Em 1869, houve uma concorrência para decidir quem seria responsável pela implantação da estrada de ferro no trecho de São Leopoldo até a Capital.


A empresa "The Porto Alegre & New Hamburg Brazilian Railway Company Limited", incorporada pelo inglês John Mac Ginity, venceu o projeto que deu início às obras da primeira ferrovia do Estado.


Assim, a Assembleia Legislativa decretou a Lei 685, aprovando contrato com os britânicos e, em 26 de novembro de 1871, foi lançada a pedra fundamental da futura estação de São Leopoldo.


Então, em abril de 1874 foi inaugurada a secção da estrada compreendida entre a capital e São Leopoldo, com uma extensão de 33.756 metros.


A estrutura para a construção das estações de São Leopoldo e de Porto Alegre foi TRAZIDA DA INGLATERRA, chegando em São Leopoldo pelo Rio dos Sinos.


Interessante destacar que, pelo medo de índio e flechas incendiárias, a estação veio com suas paredes recobertas por uma capa de zinco.


Em 1976 foi criado o Museu do Trem num convênio entre a R.F.F.S.A. (Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima) e o Museu Municipal Visconde de São Leopoldo, porém apenas na década de 1980 a Estação de São Leopoldo foi desativada.


Em 1982, a R.F.F.S.A. retoma o Museu, iniciando um longo processo de restauro a fim de recuperar a Estação e deixá-la como era originalmente. No ano de 1985 foi criado o PRESERVE junto ao Setor Geral de Preservação do Patrimônio da R.F.F.S.A. e inaugurado o Museu do Trem como Centro de Preservação da História Ferroviária do Rio Grande do Sul.


Em 02 de outubro de 1990 houve o tombamento do Sítio Histórico realizado pelo IPHAE. O Museu do Trem assim está sob guarda do Município de São Leopoldo, sendo que com a extinção da Rede Ferroviária, o acervo foi transferido para o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

Texto: "Museu do Trem"
Secretaria Municipal de Cultura
São Leopoldo - RS
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